quarta-feira, 23 de março de 2011

Foge, mais uma vez foge

Foge, mais uma vez foge
Sofre, mais uma vez sofre
Descobre, mais uma vez descobre
Esboçe, mais uma vez esboçe
Perca, mais uma vez perca
Escorre, mais uma vez escorre
Concorre, mais uma vez concorre
Discorde, mais uma vez discorde
Construa, mais uma vez construa
Discorre, mais uma vez discorre
Angústia, mais uma vez angústia
Corre, mais uma vez corre
Dorme, mais uma vez dorme
Escolhe, mais uma vez escolhe
Morre, mais uma vez morre
E não foge.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O que aprendi mesmo é que as coisas mudam, e a gente tem que mudar com elas, senão ficamos presos a ilusões e deixamos de viver.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

malamada

Como chorar?
Ser essa palhaça que chora?
Minha cólera
Não tem precendentes
Devem dizer
Só pode ser mal amada
Malama da
Mala mada
Ma almada
Má almada.

Mea Culpa

Mea culpa eu digo
Mea culpa
Me culpa
Me ocupa
Me cura

domingo, 24 de outubro de 2010

Palavras sem sentido

Talvez seja necessário que eu utilize palavras sem sentido, porque o sentido excessivo que coloco nas palavras faz com que elas se tornem densas e criptografadas.
Mas como pensar em uma palavra tão simples e primária que possa perder seu próprio sentido? A simplicidade é a vida, e a vida nunca foi fácil, a simplicidade também não é.
Por mais que eu tente tirar o sentido das palavras, seus significados continuam a pipocar na minha cabeça.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Meu sorriso

É meu muro intransponível

Minha calma,

Minha cela turbelenta

Meus amigos,

Abrigo do desespero.

domingo, 17 de outubro de 2010

É sempre muito bela
A fluidez das mudanças da vida